Linha de ação das boas práticas: Trabalho do GAA com as crianças e adolescentes no pós-Adoção.

Os Grupos de Apoio à Adoção são reconhecidos com um espaço diferenciado para as famílias, seja no tempo de preparo, espera ou no período pós-Adoção. Por vezes, crianças e adolescentes frequentam também esse espaço, de forma secundária, acompanhando seus pais, ou engajando-se em atividades propostas, normalmente voltadas à recreação, enquanto os pais discutem as questões ligadas à filiação adotiva. Isso faz com que se pergunte qual o real espaço dos filhos no grupo e se esse espaço seria exclusivo dos pais. Entre os filhos já adultos, percebeu-se a necessidade, inclusive, de criar uma associação dos filhos. Desse modo, nesse relato, compartilhamos a experiência que surgiu em nosso grupo, por iniciativa dos filhos de, junto aos encontros das famílias, criar um espaço diferenciado, em que possam compartilhar suas experiências.

Objetivos: Este relato tem por objetivo propiciar reflexões sobre o papel dos filhos nos Grupos de Apoio à Adoção.

Metodologia das boas práticas: O grupo teve início nesse ano de 2024, por iniciativa de alguns jovens e adolescentes que acompanharam suas famílias na fase inicial do processo de Adoção. Quando esse desejo foi compartilhado com a coordenação do Grupo de Apoio, buscou-se encontrar no grupo pessoas que pudessem acompanhar esse grupo, de uma forma descontraída e dinâmica. Ficaram responsáveis por essa condução uma mãe por Adoção, com formação em psicologia, e uma assistente social, que também passou por um histórico de acolhimento na adolescência. Foram realizados três encontros mensais, com duração de uma hora e meia. Participaram das atividades entre oito e dez jovens e adolescentes. Os encontros foram conduzidos com trechos de vídeos, discussão e partilha de alimentos. De forma descontraída, os participantes são encorajados a falar sobre a sua identidade, projeto de vida, vivências escolares, bullying, preconceito e outras situações do cotidiano. Refletem também sobre as diferentes constituições familiares e como se reconhecem em suas famílias.

Impactos da implantação das Boas Práticas: A experiência tem sido positiva, abrindo um espaço mais amplo de significado do grupo, pois na medida em que os filhos assumem esse protagonismo, a própria continuidade do grupo ganho novos significados.

Avaliação dos impactos: os profissionais envolvidos na ação desejam continuá-la aprofundando conteúdos e atribuindo novas funções aos jovens junto ao grupo das famílias. Uma lacuna ainda a ser atendida refere-se ao acompanhamento das crianças menores, que requerem um planejamento de ações diferenciadas, com uma linguagem que vá ao encontro das suas necessidades e expectativas.