Introdução: O principal objetivo do apadrinhamento afetivo é a criação do vínculo afetivo de forma segura e duradoura, entre crianças e adolescentes que estão nos acolhimentos e pessoas que estão dispostas a apoiar e tornar-se padrinho e madrinha. Ser padrinho ou madrinha afetivo/a é um ato de responsabilidade equiparado ao próprio sentido das palavras. Ele vai ser aquele amigo companheiro do afilhado e irá vivenciar sentimentos e responsabilidade de padrinhos que já acontecem tradicionalmente no seio da cultura do Brasil, no qual os padrinhos são vistos como auxiliares na construção emocional dessa criança e adolescente. Eles contribuem de forma eficaz na esfera psicoemocional, auxiliando com novas vivências familiares e sociais.
Objetivos: O presente estudo tem como objetivo explorar quais os benefícios dos padrinhos afetivos para crianças e adolescentes que estão em situação de acolhimento.
Procedimentos metodológicos: Foi escolhido como método a revisão de literatura integrativa, utilizando como descritores as palavras-chave: Apadrinhamento afetivo, Adoção, acolhimento, por meio de busca nas bases de dados SciELO, Lilacs e PubMed, abrangendo o período de 2014 a 2024. A seleção resultou em doze estudos qualitativos pertinentes para a análise.
Resultados e discussão: Os resultados foram agrupados em duas categorias, quais sejam, as consequências da permanência de longo prazo nas casas de acolhimento e quais os benefícios em assegurar um ambiente familiar para essas crianças e adolescentes. O extenso período em casas de acolhimento pode levar aos acolhidos sentimentos de angústia e de rejeição. De outro lado, padrinhos e afilhados realizam atividades e passeios fora da instituição de acolhimento, com a possibilidade de passarem fins de semana, feriados ou dias em ambiente diverso.
Considerações finais: O programa apadrinhamento afetivo deve cumprir com o real objetivo aque se destina. Proporcionando formação de vínculos, vivências familiares com seus padrinhos afetivos, o que contribui positivamente para o desenvolvimento das crianças e adolescentes que vivem em casas de acolhimento. Vale ressaltar que o padrinho afetivo não tem a tutela do apadrinhado, sendo a relação entre eles uma troca de afeto genuíno de ambas as partes, podendo contribuir positivamente na elaboração e superação de situações de violação de direitos vivida pela criança ou pelo adolescente.